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O que são as vacinas bivalentes e do que protegem?

22 de junho, 2023

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No começo de 2020, o mundo foi surpreendido por quadros de síndromes respiratórias agudas na Ásia, que não demoraram muito para se espalhar por todo o globo. Meses depois, a OMS, organização Mundial da Saúde, decretava a pandemia causada pelo novo Coronavírus, causador da Covid.

A partir desse momento, um grande número de cientistas, médicos e profissionais da saúde começaram a corrida para encontrar vacinas que prevenissem as formas mais graves de infecção. Hoje, com a produção de vacinas estabelecida, já podemos falar de vacinas bivalentes, que oferecem uma proteção ainda maior.

Neste post, você vai descobrir o que são vacinas bivalentes e quais são suas diferenças em relação às chamadas vacinas monovalentes. Além disso, entenda como elas agem e por que são produzidas. Vamos lá?

O que são vacinas bivalentes contra a Covid-19?

Antes de entender a fundo qual é o benefício e o motivo de ter sido produzida, é importante entender o que significa dizer que uma vacina tem ação bivalente. Você já tinha ouvido falar desse termo?

Podemos dizer que vacinas bivalentes contra a Covid-19 são aquelas que protegem o organismo humano da cepa original do Coronavírus e também de variantes.

Em outras palavras, além de deixar o organismo preparado no caso da infecção com o Coronavírus que originou todas as subvariantes, ela também é eficaz contra as próprias variantes, diminuindo significativamente a chance de infecção.

Atualmente no Brasil existem duas vacinas bivalentes que imunizam contra a Covid. Uma é a Bivalente BA.1, que ataca a variante Ômicron BA.1, e a outra é a Bivalente BA.4/BA.5, que imuniza contra a variante Ômicron BA.4/BA.5. Como você viu, as duas vacinas também são eficazes contra a cepa original do vírus.

Quando elas foram aprovadas?

A primeira vacina que imunizava contra a Covid-19 aprovada no mundo foi a AstraZeneca, produzida em associação do laboratório com a Universidade de Oxford. A aprovação ocorreu no dia 30 de dezembro de 2020.

Cerca de um mês depois, a CoronaVac, produção do laboratório Sinovac Biotech com o Instituto Butantan, foi aprovada no Brasil. Um dia depois, em 18 de janeiro de 2021, a primeira dose da vacina foi aplicada.

Essas vacinas, entretanto, eram chamadas de monovalentes, porque focavam seu mecanismo de ação apenas na cepa original do Coronavírus.

As vacinas bivalentes, que protegem contra mais de uma variante, chegaram no Brasil no fim de 2022, quando o Ministério da Saúde e a Anvisa aprovaram o lote de mais de 1,4 milhão de vacinas produzidas pela Pfizer.

Como as vacinas bivalentes agem?

Embora representem um salto significativo em relação às vacinas monovalentes, as vacinas bivalentes possuem um mecanismo de ação muito semelhante. Para compreender como elas agem, é preciso entender como funciona a tecnologia do RNA mensageiro, também chamado de mRNA.

Ao contrário da tecnologia básica de vacinas, que utiliza um fragmento morto do vírus para preparar o organismo em caso de infecção, a técnica com mRNA não precisa de fato injetar o vírus no corpo.

Segundo a OMS, com o sequenciamento genético e conhecimento adquirido a respeito da Covid-19 por profissionais da área, foi possível inserir informações genéticas em RNAs, que são ácidos nucleicos responsáveis pelo transporte de informações genéticas entre as organelas que compõem as células.

Quando o RNA injetado possui a informação da proteína S, usada pelo vírus da Covid-19 para se instalar, ele pode preparar anticorpos para evitar que a infecção avance.

No caso de vacinas bivalentes, ao invés do RNA transportar apenas informações da cepa original, ele também é carregado com material genético de outras variantes, como é o caso da Ômicron BA.1, BA.4 e BA.5, protegendo contra esses subgrupos.

Por que vacinas bivalentes estão sendo feitas?

Um dos principais erros de interpretação que as vacinas bivalentes têm causado é a falsa crença de que as vacinas monovalentes, que protegem apenas contra a cepa original, não são mais eficazes e devem ser evitadas.

Além de imunizantes monovalentes terem grande valor histórico por terem sido as primeiras tecnologias capazes de imunizar contra a Covid e mitigar os efeitos da crise sanitária causada pelo vírus, é importante frisar que elas apresentam resultados satisfatórios e continuam eficientes.

Também vale lembrar que, seguindo indicação de diversos órgãos de saúde, é preciso tomar ao menos duas doses de vacina monovalente antes de estar elegível para tomar a vacina bivalente. Além de seguir a recomendação do Ministério da Saúde e ter acesso ao esquema vacinal correto, esta medida também tem valor logístico.

Em outras palavras, se houvesse uma corrida para tomar as vacinas bivalentes, ocorreria uma falta desses imunizantes em todos os postos de saúde, ao mesmo tempo que vacinas monovalentes, que também são efetivas contra o Coronavírus, perderiam a validade para serem aplicadas na população.

Assim, as vacinas bivalentes estão sendo produzidas por conta da evolução de tecnologias na produção de vacinas, e com o passar do tempo, devem tomar conta do calendário de imunização. Ainda assim, durante esse período de transição, é importante salientar a eficácia dos dois principais tipos de imunizante.

Quais são os benefícios da vacina bivalente?

Como você viu até aqui, o principal benefício da imunização com as vacinas bivalentes é que, por meio de sua tecnologia com RNA mensageiro, é possível proteger a população contra mais de uma variante da Covid-19. Com o arrefecimento de medidas de distanciamento e a volta de eventos e aglomerações, esse tipo de imunização deve fazer parte do calendário de imunização infantil e adulto.

Na verdade, é justamente com a volta do fluxo normal de pessoas que as vacinas bivalentes ganham importância. Com a população imunizada de forma mais efetiva e com vacinas tomadas em um intervalo menor de tempo, a probabilidade de gestação de novas variantes diminui significativamente.

Assim, ao contrário do que ocorreu no começo da crise sanitária, com inúmeras pessoas infectadas simultaneamente dificultando o atendimento e aumentando a criação de novas mutações, hoje, a tendência é que menos variantes surjam e a população mundial crie de fato uma imunidade geral possibilitada pela administração de vacinas de modo satisfatório.

Neste post, você descobriu o que são vacinas bivalentes e como elas são essenciais no combate ao Coronavírus, causador da doença da Covid-19. Além disso, você descobriu como elas agem no corpo gerando resposta imunológica, os seus benefícios e por que essa evolução nas vacinas foi feita, visando a aumentar a imunidade da população e combater a criação de novas variantes.

E aí, você conhecia o mecanismo de ação por trás das vacinas bivalentes? Comente aqui no blog do Cartão de TODOS algo que você não sabia sobre a tecnologia dos imunizantes contra a Covid-19!

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